sábado, 2 de outubro de 2010

Adolêscencia Fudida - Capitulo 1

Devo começar falando que isso não é um diario. Foi uma recomendação do meu psicólogo, escrever todas as minhas experiências em um blog ou algo do gênero, não me recordo agora. Por que fui taxado como louco? Sabe aqueles bobos de fundo que sentam no fim da sala para ficar atrapalhando a aula? Digamos que eu era um deles, porém, minhas brincadeiras eram muitos pesadas. Sempre fui um fracasso em relacionamentos. Sempre quis ser popular e pegador, mas o máximo que consegui, foi...nada. Sem falar que sempre tem aquele amigo miserávelmente pegador, que acaba ficando com a garota que você era afim. Saco isso, horrivel. Assim surgem os "Imaturos" que fazem brincadeiras fora de hora, no intuito de conseguir a atenção daquela gatinha, e o máximo que eles conseguem, é arrancar um sorriso timido, abafado pela mão. Como havia dito, eu fazia brincadeiras muito pesadas, do tipo levantar a saia da mulherada, dar tapas no traseiro delas, a vezes xinga-las de nomes obcenos com intuito de fazer elas se sentirem vadias (Na maioria das vezes era isso que acontecia). Então, por que estou escrevendo isso tudo?
Semana passada, resolvi fazer uma brincadeira com o professor, desenhei no quadro negro, uma espécie de pavio branco, até um desenho de uma bomba.Quando o professor foi apagar, fiquei atento ao lado dele, esperando para fazer a brincadeira. Ele começou pelo fim do pavio, como era previsto, então foi apagando ate chegar a bomba, porém enquanto ele apagava eu fazia aquele barulho de pavio aceso,"SSSSSHHHHUUUUUUUUUUUU" quando ele finalmente chegou a bomba, eu fiz "BUUUUUUM", então a turma caiu na gargalhada:
- Para a direção, Tom.
- Que isso professor, leva na esportiva! - Implorei.
- Ja estou de saco cheio de você! - retrucou.
De cabeça baixa fui saindo da sala de aula, com destino à direção.Chegando la a mesma ladainha de sempre. "Por que você faz isso?", "Qual é seu problema!?" e blá blá blá. Até que ela mencionou algo que dei importância, algo do tipo "Vou recomendar um psicólogo para ele". Psicólogo? Até então só conhecia eles por meio de filmes, livros e etc. Nunca havia conversado com um antes. No dia seguinte, com a consulta ja marcada, me preparei para visitar o infeliz que me recebera. Chegando ao seu consultório, não foi nenhuma surpresa o que vi. Um ambiente chato, com muitas pinturas renascentistas, e uma secretária linda de morrer.
- Tomas de Oliveira Dias, certo? - Disse a simpatica secretaria.
-Sim sou eu. - Respondi.
- O doutor Renan ja vai atende-lo.

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