Ha! O amor esta no ar!
Quem nunca se apaixonou, não é verdade? Como se fosse uma coisa boa para mim, na situação em que estou. Como sabem, fui expulso, e durante esse ultimo mês fiquei em casa procurando emprego, sem sucesso, afinal só contratam quem tem ao minimo o ensino media completo, eu não tenho nem o fundamental, foda. Esses dias eu estava em uma tarde, em casa, jogando o novo jogo de guerra lançado, com o qual eu ficaria entediado em breve, até que senti fome, juro que me esforcei muito pra encontrar míseros R$ 2,00 na gaveta la de casa. Fui a padaria. Comi um gordo "Risoli" de carne, e tomei um suco natural de laranja, horrível, por sinal. Uma padaria comum, um balcão apertado para duas atendentes, logo no entrada. Tinta desbotada, chão de mármore, para dar menos trabalho na hora de limpar, e uma felicidade do nada, todas as atendentes, TODAS, sorriam como se fosse descoberta a cura do câncer. Sentei-me em uma daquelas mesas de plástico, daquelas que você encontra em um boteco, e fui me alimentar. Mas logo perdi a concentração, uma moça muito bonita, cintura fina, coxas parecidas com a da Ivete Sangalo, e um rosto Angelical. Pirei. Enquanto comia, não conseguia parar de observa-la, que retrucava todos os meu olhares maliciosos. Até me lembrava alguém, como se eu ja a conhecesse de longa data. Acho que ainda não mencionei minha idade, tenho 15 anos de idade. Aquela garota, aparentava ser um pouco mais velha do que eu, ela era muito linda pra ter menos de 15. Resolvi me apresentar. Levantava e sentava, fiz isso ao menos umas três vezes antes de finalmente tomar coragem, fui dando os passos mais dificeis da minha vida, até que finalmente cheguei e me apresentei:
- Oi, me chamo Tom. - Eu disse num tom tímido, nunca levei jeito com meninas.
- Fala ai, meu nome é Catarina. - Disse num tom meio amigavel.
- Então onde você mora? - Perguntei.
- Logo ali, descendo a praça do bosque - Retrucou.
- Você esta ai sozinha certo? Queria saber se posso me sentar...- Desengasguei.
Ela me observou por alguns segundos, com uma cara meio surpresa, acho que fui rapido demais, porém ela concordou. Ela me convidou para me sentar na mesa dela, conversamos mais ou menos uns dez minutos, falamos de sócrates à bacterias, o papo fluiu muito bem, me senti na obrigação de convida-la para sair um dia desses, ela concordou, combinamos de sair sexta, logo depois da minha consulta com o Renan. Trocamos nossos telefones, e ela se foi. Fiquei sentado na mesa, sozinho, sonhando acordado, olhando pro teto, super feliz.Isso até que uma idosa enrugada me despertar, pedindo guarda-napos, entreguei a ela, e fui embora, ancioso para que sexta feira chegasse.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Adolescência fudida - Capitulo 3
Creio que me tratamento comece oficialmente hoje. Não tive oportunidade de escrever num breve passado, pois havia sido preso. Isso mesmo, preso. no dia 04/10/10, um dia depois da consulta, fui a escola. A mesma coisa de sempre. Um monte de babacas, com frases de rebote na ponta da lingua, era dificil dialogar com eles. Sentei na minha carteira com um bom pressentimento para essa aula (estava enganado). O professor chegou em sala, aquele cheio de marra, que me botou pra fora da sala, como ja dito. É um fudido. Não tem vida social, mora com a mãe e é um fã incondicional de "Jornada nas estrelas". Eu simplesmente não aceitava ele como professor. Mas enfim, fiquei na minha, estava me controlando para não perder o controle e da um soco nele, afinal só estou escrevendo aqui por causa dele. Dois colegas meus de sala, não paravam de me azucrinar, estavam me enchendo. Mas nada estava me importando mais, tudo o que eu sabia, era que eu estava louco pra ir pra casa. Assim poderia ir ao consultorio visitar Roseli, a secretária.
O professor dando a aula dele, e tal. Tudo corria bem. Até que ele começou a explicar equações biquadradas e sistema de equações, coisa que pra mim, era um bicho de sete cabeças.
- Tom, venha a frente realizar essa equação biquadrada por gentileza?
- Eu prefiriria não ir, Jaime.
- Tom, não estou pedindo, venha aqui realizar essa equação agora!
Hesitei, afinal, eu era muito timido, quando eu via todos aqueles olhos me observando, minhas pernas tremiam, eu perdia a voz, e não me sentia muito a vontade, isso porque meu sonho é ser Ator.
- Tudo bem professor, estou indo - Gaguejei
Quando eu comecei a realizar o problema, ele cochichou no meu ouvido:
- Ah! Como eu queria que você fosse internado como louco naquela clínica...
Não pensei duas vezes, dei um baita dum soco na cara dele. Acho que quebrei o nariz dele, tava sangrando muito. Meus colegas me arrastaram para a direção. Muita gritaria, muita chatice, coisas do tipo "Você passou dos limites!", "Você vai ser expulso" e etc, essas coisas que a diretora fala quando ta com raiva. Mas dessa vez não foi mementâneo não, ela ligou para a polícia. A POLÍCIA! Que exagerada! Fui levado para o CAGE, ou algo do gênero, não lembro agora.
Fiquei la, 23 dias, preso com os piores delinquentes juvenis que vocês podem imaginar. Graças a Deus que eu sai daquele lugar (e da minha mãe que pagou a fiança).
Enfim fui expulso da escola, e estou com a vida de cabeça pra baixo, e realmente não sei o que faço, talvez eu fuja de casa, não sei ainda. E não esperem que eu me refira a vocês por, "Meu querido diario", "Me encantado diario" e essas merdas assim, sem mencionar que eu digito palavrões, portanto não se ofendam quando eu escrever um. Vou ver se amanhã eu continuo com o tratamento, porque tenho uma audiência por agressão física ao meu professor Jaime, aquele miserável.
O professor dando a aula dele, e tal. Tudo corria bem. Até que ele começou a explicar equações biquadradas e sistema de equações, coisa que pra mim, era um bicho de sete cabeças.
- Tom, venha a frente realizar essa equação biquadrada por gentileza?
- Eu prefiriria não ir, Jaime.
- Tom, não estou pedindo, venha aqui realizar essa equação agora!
Hesitei, afinal, eu era muito timido, quando eu via todos aqueles olhos me observando, minhas pernas tremiam, eu perdia a voz, e não me sentia muito a vontade, isso porque meu sonho é ser Ator.
- Tudo bem professor, estou indo - Gaguejei
Quando eu comecei a realizar o problema, ele cochichou no meu ouvido:
- Ah! Como eu queria que você fosse internado como louco naquela clínica...
Não pensei duas vezes, dei um baita dum soco na cara dele. Acho que quebrei o nariz dele, tava sangrando muito. Meus colegas me arrastaram para a direção. Muita gritaria, muita chatice, coisas do tipo "Você passou dos limites!", "Você vai ser expulso" e etc, essas coisas que a diretora fala quando ta com raiva. Mas dessa vez não foi mementâneo não, ela ligou para a polícia. A POLÍCIA! Que exagerada! Fui levado para o CAGE, ou algo do gênero, não lembro agora.
Fiquei la, 23 dias, preso com os piores delinquentes juvenis que vocês podem imaginar. Graças a Deus que eu sai daquele lugar (e da minha mãe que pagou a fiança).
Enfim fui expulso da escola, e estou com a vida de cabeça pra baixo, e realmente não sei o que faço, talvez eu fuja de casa, não sei ainda. E não esperem que eu me refira a vocês por, "Meu querido diario", "Me encantado diario" e essas merdas assim, sem mencionar que eu digito palavrões, portanto não se ofendam quando eu escrever um. Vou ver se amanhã eu continuo com o tratamento, porque tenho uma audiência por agressão física ao meu professor Jaime, aquele miserável.
domingo, 3 de outubro de 2010
Adolescência Fudida - Capitulo 2
Resolvi me sentar, para esperar um tal de Renan, que no momento em que cheguei, atendia a um outro louco. Sentado e entediado, descobrir um cacho de revistas ao meu lado direito, junto a parede. Normalmente, seriam revista sobre beleza e estética, coisa que só aquelas mulheres fúteis leêm. Mas, para minha surpresa, eram sobre video-game, minha paixão desde os 3 anos de idade. Li a revista até o fim, e ainda não havia terminado a consulta do Dr Renan. Resolvi conversar com a tal secretária, que aparentemente, devia ter em torno de 15 anos:
- E então... qual é o seu nome?
- Roseli - respondeu distraida com seu computador.
- A quanto tempo você trabalha aqui?
- Comecei semana passada. - Respondeu um pouco mais interessada.
- Então... eu tava pensando, será que você não gostaria de sair comigo qualquer dia desses...
- Tom de Oliveira Dias - Chamou Renan.
- Até mais... - Disse Roseli.
Entrei no consultório. Lugar interessante, devo adimtir. Bem iluminado, com uma cadeira, que parecia daquelas de praia, só que bem mais confortável, estava ancioso para sentar nela.
- Sente-se, Tom.
Não hesitei, dei um pulo na cadeira, que como eu esperava, super confortável. Eu não me sentia muito bem, em estar sozinho com um adulto num lugar fechado.
- Bom dia Tom.
- Bom dia, Dr.
- Então, como você anda?
Como assim!? acabamos de nos conhecer e age como se fossemos amigos a anos:
- Bem... e você? - respondi tímido.
- Também estou bem... - Respondeu surpreso, com tom de ironia.
- Por que veio até mim, Tomas?
- Na verdade, eu fui convidado a vir.
- Se não foi obrigado, por que veio?
- Não sei bem... - Respondi, afinal nem eu sabia o porque de estar la.
- O que você gosta de fazer nas horas vagas?
- Jogo video-game, assisto tevê, brinco com meu cachorro...
- Você gosta de animais?
- Sim por isso eu tenho um cachorro...
O papo continuou, confesso que estava até gostando de la, mas vou direto ao que interessa:
- Bom Tom, depois de te conhecer um pouco melhor, creio que seu problema seja o fato de que você não seja bem aceito, então vou recomendar a você, que escreva tudo que você viu, vê, gosta, não gosta, enfim, principalmente da sua vida.
Achei ridicula a ideia dele, porra, fazer um diario? Ele só podia ta brincando.Porém, acabei aceitando a ideia.
Cheguei em casa, cansado, e fui durmir, afinal ja era tarde.
- E então... qual é o seu nome?
- Roseli - respondeu distraida com seu computador.
- A quanto tempo você trabalha aqui?
- Comecei semana passada. - Respondeu um pouco mais interessada.
- Então... eu tava pensando, será que você não gostaria de sair comigo qualquer dia desses...
- Tom de Oliveira Dias - Chamou Renan.
- Até mais... - Disse Roseli.
Entrei no consultório. Lugar interessante, devo adimtir. Bem iluminado, com uma cadeira, que parecia daquelas de praia, só que bem mais confortável, estava ancioso para sentar nela.
- Sente-se, Tom.
Não hesitei, dei um pulo na cadeira, que como eu esperava, super confortável. Eu não me sentia muito bem, em estar sozinho com um adulto num lugar fechado.
- Bom dia Tom.
- Bom dia, Dr.
- Então, como você anda?
Como assim!? acabamos de nos conhecer e age como se fossemos amigos a anos:
- Bem... e você? - respondi tímido.
- Também estou bem... - Respondeu surpreso, com tom de ironia.
- Por que veio até mim, Tomas?
- Na verdade, eu fui convidado a vir.
- Se não foi obrigado, por que veio?
- Não sei bem... - Respondi, afinal nem eu sabia o porque de estar la.
- O que você gosta de fazer nas horas vagas?
- Jogo video-game, assisto tevê, brinco com meu cachorro...
- Você gosta de animais?
- Sim por isso eu tenho um cachorro...
O papo continuou, confesso que estava até gostando de la, mas vou direto ao que interessa:
- Bom Tom, depois de te conhecer um pouco melhor, creio que seu problema seja o fato de que você não seja bem aceito, então vou recomendar a você, que escreva tudo que você viu, vê, gosta, não gosta, enfim, principalmente da sua vida.
Achei ridicula a ideia dele, porra, fazer um diario? Ele só podia ta brincando.Porém, acabei aceitando a ideia.
Cheguei em casa, cansado, e fui durmir, afinal ja era tarde.
sábado, 2 de outubro de 2010
Adolêscencia Fudida - Capitulo 1
Devo começar falando que isso não é um diario. Foi uma recomendação do meu psicólogo, escrever todas as minhas experiências em um blog ou algo do gênero, não me recordo agora. Por que fui taxado como louco? Sabe aqueles bobos de fundo que sentam no fim da sala para ficar atrapalhando a aula? Digamos que eu era um deles, porém, minhas brincadeiras eram muitos pesadas. Sempre fui um fracasso em relacionamentos. Sempre quis ser popular e pegador, mas o máximo que consegui, foi...nada. Sem falar que sempre tem aquele amigo miserávelmente pegador, que acaba ficando com a garota que você era afim. Saco isso, horrivel. Assim surgem os "Imaturos" que fazem brincadeiras fora de hora, no intuito de conseguir a atenção daquela gatinha, e o máximo que eles conseguem, é arrancar um sorriso timido, abafado pela mão. Como havia dito, eu fazia brincadeiras muito pesadas, do tipo levantar a saia da mulherada, dar tapas no traseiro delas, a vezes xinga-las de nomes obcenos com intuito de fazer elas se sentirem vadias (Na maioria das vezes era isso que acontecia). Então, por que estou escrevendo isso tudo?
Semana passada, resolvi fazer uma brincadeira com o professor, desenhei no quadro negro, uma espécie de pavio branco, até um desenho de uma bomba.Quando o professor foi apagar, fiquei atento ao lado dele, esperando para fazer a brincadeira. Ele começou pelo fim do pavio, como era previsto, então foi apagando ate chegar a bomba, porém enquanto ele apagava eu fazia aquele barulho de pavio aceso,"SSSSSHHHHUUUUUUUUUUUU" quando ele finalmente chegou a bomba, eu fiz "BUUUUUUM", então a turma caiu na gargalhada:
- Para a direção, Tom.
- Que isso professor, leva na esportiva! - Implorei.
- Ja estou de saco cheio de você! - retrucou.
De cabeça baixa fui saindo da sala de aula, com destino à direção.Chegando la a mesma ladainha de sempre. "Por que você faz isso?", "Qual é seu problema!?" e blá blá blá. Até que ela mencionou algo que dei importância, algo do tipo "Vou recomendar um psicólogo para ele". Psicólogo? Até então só conhecia eles por meio de filmes, livros e etc. Nunca havia conversado com um antes. No dia seguinte, com a consulta ja marcada, me preparei para visitar o infeliz que me recebera. Chegando ao seu consultório, não foi nenhuma surpresa o que vi. Um ambiente chato, com muitas pinturas renascentistas, e uma secretária linda de morrer.
- Tomas de Oliveira Dias, certo? - Disse a simpatica secretaria.
-Sim sou eu. - Respondi.
- O doutor Renan ja vai atende-lo.
Semana passada, resolvi fazer uma brincadeira com o professor, desenhei no quadro negro, uma espécie de pavio branco, até um desenho de uma bomba.Quando o professor foi apagar, fiquei atento ao lado dele, esperando para fazer a brincadeira. Ele começou pelo fim do pavio, como era previsto, então foi apagando ate chegar a bomba, porém enquanto ele apagava eu fazia aquele barulho de pavio aceso,"SSSSSHHHHUUUUUUUUUUUU" quando ele finalmente chegou a bomba, eu fiz "BUUUUUUM", então a turma caiu na gargalhada:
- Para a direção, Tom.
- Que isso professor, leva na esportiva! - Implorei.
- Ja estou de saco cheio de você! - retrucou.
De cabeça baixa fui saindo da sala de aula, com destino à direção.Chegando la a mesma ladainha de sempre. "Por que você faz isso?", "Qual é seu problema!?" e blá blá blá. Até que ela mencionou algo que dei importância, algo do tipo "Vou recomendar um psicólogo para ele". Psicólogo? Até então só conhecia eles por meio de filmes, livros e etc. Nunca havia conversado com um antes. No dia seguinte, com a consulta ja marcada, me preparei para visitar o infeliz que me recebera. Chegando ao seu consultório, não foi nenhuma surpresa o que vi. Um ambiente chato, com muitas pinturas renascentistas, e uma secretária linda de morrer.
- Tomas de Oliveira Dias, certo? - Disse a simpatica secretaria.
-Sim sou eu. - Respondi.
- O doutor Renan ja vai atende-lo.
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